A beleza da Cachoeira Natal, um dos cartões-postais mais queridos de Presidente Figueiredo, deu lugar à preocupação neste domingo (13). Moradores e turistas que buscavam lazer no local foram surpreendidos por uma mudança drástica na coloração da água, que amanheceu completamente barrenta, gerando revolta e questionamentos sobre possíveis danos ao ecossistema.
Um cenário inédito e preocupante
Com mais de uma década atuando no setor turístico da região, o empresário Jones Farias classifica o episódio como uma das piores surpresas já vividas. Segundo ele, o fenômeno, que aparenta ser causado pelo acúmulo de barro e argila devido ao assoreamento, desapontou visitantes e manchou a imagem de um dos principais pontos de visitação do Amazonas.
Fiscalização busca a origem do crime
O impacto ambiental mobilizou o Conselho de Turismo local e a Secretaria de Meio Ambiente. Após inspeções iniciais, incluindo o uso de sobrevoo para mapear a área, fiscais identificaram que a alteração pode ter tido origem a cerca de 3 ou 4 km da queda d’água principal. A suspeita é de que atividades humanas irregulares próximas a um igarapé tenham provocado o assoreamento.
Justiça e preservação
O setor turístico agora aguarda a responsabilização dos culpados. Além do impacto imediato na experiência dos visitantes, a preocupação central é com a recuperação do leito, que deve ocorrer de forma lenta devido à vazante natural. As autoridades seguem em campo para notificar os responsáveis e garantir que o crime ambiental não se repita, reforçando o papel de todos na preservação das riquezas naturais do nosso estado.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

