Novas regras para o setor
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta segunda-feira (5), a relação oficial de produtos de higiene pessoal, perfumes e cosméticos que agora possuem autorização para serem fabricados de forma artesanal no Brasil. A medida visa organizar o mercado, oferecendo diretrizes claras sobre segurança, rotulagem e publicidade para os pequenos produtores.
O que pode ser produzido
A nova instrução normativa contempla sete categorias principais. Estão liberados para produção artesanal: perfumes, colônias e águas perfumadas; odorizantes de ambiente (como velas e difusores); sais e bombas de banho; sabonetes sólidos; xampus e condicionadores em barra; óleos, manteigas corporais e bálsamos; além de desodorantes em barra sem sais de alumínio.
Limitações e promessas proibidas
A Anvisa impôs limites rigorosos sobre o que pode ser anunciado nos rótulos. Produtos como sabonetes, por exemplo, devem focar em limpeza e higiene, sendo terminantemente proibido prometer efeitos terapêuticos, como clareamento de pele, ação antiacne ou antibacteriana. O mesmo vale para xampus, que não podem garantir o fim da queda capilar ou estímulo ao crescimento.
Segurança em primeiro lugar
A norma, que entra em vigor em 60 dias, exige que todos os produtos tragam avisos de segurança fundamentais, como a recomendação de suspender o uso em caso de irritação e evitar contato com mucosas. Além disso, os rótulos devem informar claramente se o item não é indicado para bebês, crianças, gestantes ou idosos, garantindo mais transparência e proteção ao consumidor final.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

