O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou, nesta terça-feira (6), o Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. O Amazonas teve seis novos nomes incluídos na lista, que reflete fiscalizações realizadas entre 2024 e 2026. Os casos no estado variam desde a exploração em garimpos ilegais até situações de trabalho doméstico degradante.
Casos de repercussão em Manaus e no interior
Entre os nomes que agora integram o cadastro está Gerson Vieira da Silva, figura central em investigações sobre o garimpo ilegal na região. Ele foi autuado após o resgate de 50 trabalhadores em um garimpo no município de Maués, em 2025. O investigado também é alvo da Operação Barões do Filão, que mira um esquema criminoso de extração de ouro, tendo tido pedidos de liberdade negados pelo Superior Tribunal de Justiça.
Outro caso que chocou a capital amazonense envolve Thiago Trindade de Assis. Ele foi incluído na lista após o resgate de uma mulher de 34 anos em uma residência no bairro Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. A vítima havia sido levada para a casa da família aos 12 anos e passou mais de duas décadas sem salário fixo ou direitos trabalhistas, sob a falsa promessa de que teria acesso a estudos.
Como funciona o cadastro
A chamada ‘lista suja’ é uma ferramenta pública de combate ao trabalho escravo, atualizada semestralmente. A inclusão de um empregador ocorre apenas após o encerramento do processo administrativo, sem possibilidade de novos recursos. Os nomes permanecem no registro por dois anos, a menos que o empregador firme um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), comprometa-se a indenizar as vítimas e cumpra as normas estabelecidas.
Canais de denúncia
O combate a essas práticas é realizado por meio de forças-tarefa que envolvem auditores-fiscais do trabalho, Polícia Federal e Ministério Público. O governo federal reforça que a população pode contribuir com o combate ao trabalho escravo denunciando de forma sigilosa pelo Sistema Ipê, plataforma oficial destinada a receber informações sobre irregularidades trabalhistas graves.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

