Um dado alarmante acende o sinal vermelho para pais e responsáveis em todo o país: mais de 330 mil crianças com menos de 10 anos foram internadas devido a acidentes por quedas nos últimos dez anos. O levantamento, realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) com base em registros do SUS, aponta que o problema não dá trégua, com quase 15 mil ocorrências registradas apenas no primeiro semestre de 2026.
Prevenção é o melhor caminho
A Sociedade Brasileira de Pediatria reforça que a grande maioria desses acidentes poderia ser evitada com medidas simples de segurança doméstica e vigilância constante. A orientação é que os responsáveis realizem uma análise prévia dos riscos em casa, adaptando o ambiente conforme a fase de desenvolvimento da criança.
Cuidados por faixa etária
Para bebês de até 1 ano, a regra de ouro é nunca deixá-los sozinhos em locais elevados. O chão, em um ambiente protegido, é o lugar mais seguro para as brincadeiras. Já para crianças de 1 a 4 anos, a instalação de telas em janelas e o bloqueio de acesso a sacadas são essenciais para evitar quedas graves. Entre os maiores, de 5 a 9 anos, o foco deve ser o uso de equipamentos de proteção (como capacetes e joelheiras) em atividades esportivas e a atenção redobrada para evitar distrações com celulares enquanto caminham.
Onde o perigo é maior
Os números mostram que a faixa etária dos 5 aos 9 anos é a mais vulnerável, totalizando 193,8 mil hospitalizações no período analisado. Esse fenômeno ocorre pois, nessa fase, as crianças buscam maior independência e movimentação, embora ainda estejam aprimorando seu equilíbrio e coordenação motora. No ranking nacional de internações, São Paulo lidera o número de casos, seguido por Minas Gerais e Bahia.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

