Atenção redobrada no campo
Produtores rurais do Amapá estão sob alerta máximo. A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado (Diagro) emitiu um comunicado urgente recomendando o reforço imediato na vacinação dos rebanhos contra a raiva. O risco é real e está associado aos morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue e são os principais transmissores do vírus na região.
Entenda o perigo
Segundo a médica-veterinária Rafaela Ferreira, o ecossistema local é propício para a proliferação da doença. O vírus ataca o sistema nervoso central de bovinos, equídeos e suínos. O cenário é crítico: uma vez que os sintomas neurológicos surgem, a mortalidade atinge 100% dos animais infectados. Além do prejuízo econômico, o caso é tratado como uma grave zoonose, representando um risco direto à saúde de trabalhadores rurais e moradores do campo.
Como se prevenir
A vacinação continua sendo a ferramenta mais eficaz de defesa. Caso o produtor identifique sinais de mordidas ou comportamentos estranhos em seus animais, a notificação à Diagro deve ser imediata. A agência é responsável por investigar suspeitas, realizar exames laboratoriais e orientar sobre o bloqueio sanitário, que pode exigir a vacinação obrigatória em um raio de até 12 quilômetros ao redor de uma propriedade afetada.
A dinâmica da transmissão
Os morcegos hematófagos costumam se abrigar em locais de difícil acesso, como cavernas, ocos de árvores e estruturas rurais abandonadas. A infecção se espalha dentro das colônias de morcegos através de lambeduras, criando um ciclo de contaminação que acaba chegando aos rebanhos. A prevenção constante ainda é a única forma de evitar surtos como os registrados no estado entre 2020 e 2021.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

