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Alerta aos pais: excesso de telas causa olho seco em crianças e adolescentes

Brasil e Mundo

O perigo invisível das telas

O uso prolongado de celulares e tablets tornou-se parte da rotina das famílias brasileiras, mas um hábito involuntário está sendo deixado de lado: piscar. Especialistas alertam que o tempo excessivo diante das telas digitais está provocando uma redução drástica na frequência das piscadas, resultando em um aumento preocupante de casos de olho seco nos consultórios de oftalmologia pediátrica.

Sinais de alerta

A condição ocorre quando a superfície ocular não recebe lubrificação suficiente, seja pela produção reduzida de lágrimas ou por sua evaporação acelerada. Fique atento aos sinais: se o seu filho reclama de sensação de areia nos olhos, ardência, coceira, vermelhidão ou visão embaçada, o problema pode estar na exposição excessiva ao brilho dos dispositivos.

O drama dos adolescentes

A oftalmologista Ana Paula Silverio destaca que os adolescentes são o grupo de maior risco. O uso do celular — a menor das telas e, consequentemente, a que exige maior esforço visual — muitas vezes ocorre em ambientes com iluminação inadequada, como dentro do quarto. A dependência tecnológica, que começa na escola com o uso de tablets e se estende pelo tempo livre em casa, torna o controle do tempo de exposição um desafio diário para os pais.

Recomendação dos especialistas

Embora seja quase impossível isolar crianças e jovens do mundo digital moderno, o equilíbrio é fundamental. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que o tempo de tela para crianças acima de 6 anos e adolescentes não ultrapasse duas horas diárias. O segredo para proteger a visão dos pequenos está no monitoramento constante e no incentivo a atividades que permitam um descanso real para os olhos.


Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

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