Um relatório alarmante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelou a dimensão da crise de segurança digital que afeta jovens em todo o mundo. Segundo o documento, 15 milhões de crianças e adolescentes foram expostas a conteúdo sexual indesejado online, com números que indicam uma realidade ainda mais grave, já que a maioria das vítimas nunca denuncia o trauma.
O perigo mora ao lado
Diferente do que muitos pais imaginam, o risco nem sempre vem de estranhos. Mais da metade dos casos, cerca de 57%, envolve pessoas do convívio próximo das vítimas, como amigos, namorados e até familiares. O ambiente digital facilitou a exploração, com redes sociais como Instagram, WhatsApp e TikTok figurando como os principais palcos dessas violações.
O cenário brasileiro
O Brasil é um dos países em destaque no levantamento. Aproximadamente 3 milhões de crianças e adolescentes brasileiros foram vítimas de algum tipo de violência sexual online. O índice de denúncias por aqui é ínfimo, ficando abaixo de 1%. A chantagem emocional e a exposição de imagens íntimas são as ferramentas mais comuns usadas por agressores para manter as vítimas sob controle.
Jogos e redes: terreno fértil para criminosos
Além das redes sociais, os jogos online também se tornaram um ponto crítico. Cerca de 14% dos crimes ocorrem em plataformas de games, onde criminosos exploram a confiança das crianças em nome de uma falsa amizade. O relatório reforça que o silêncio das vítimas é impulsionado, em grande parte, pela falta de conhecimento sobre como buscar ajuda e a quem recorrer após sofrer o abuso.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

