Acordo fechado para o Imposto Seletivo
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o governo federal está pronto para avançar com a regulamentação do Imposto Seletivo. Após concluir negociações com os setores econômicos afetados, o Palácio do Planalto decidiu enviar a Medida Provisória (MP) ao Congresso Nacional logo após a conclusão do segundo turno das eleições, evitando que o tema vire munição política na reta final da campanha.
O que muda para os setores
O Imposto Seletivo, apelidado de “imposto do pecado”, visa manter a carga tributária que hoje é aplicada via IPI. Os segmentos atingidos incluem veículos, cigarros, bebidas alcoólicas e açucaradas, bens minerais e apostas esportivas. Com o adiamento do envio da MP, a cobrança deve ter início apenas entre o final de janeiro e o início de fevereiro de 2027.
Reforma tributária em foco
Durante a entrevista, Durigan saiu em defesa da reforma tributária sobre o consumo e rebateu críticas ao split payment — o sistema de pagamento dividido que será integrado às transações financeiras. O ministro garantiu que a implementação será gradual, começando de forma opcional entre empresas, e que pequenos negócios não serão afetados inicialmente.
Fim da confusão
O ministro aproveitou para desmentir boatos sobre uma possível prorrogação da reforma. Para ele, atrasar o cronograma é adiar benefícios importantes, como a desoneração da cesta básica e o sistema de cashback. Segundo Durigan, o governo está focado em eliminar a desinformação e dar suporte ao setor produtivo durante essa transição, que promete facilitar o fluxo de caixa das empresas ao eliminar a substituição tributária.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

