Flagrante de fraude eleitoral
A Polícia Federal abriu uma investigação rigorosa para apurar a distribuição de broches equipados com câmeras ocultas no município de Cabo Frio, no Rio de Janeiro. A suspeita é de que o equipamento estaria sendo utilizado para registrar o voto dos eleitores na urna eletrônica, violando diretamente o sigilo democrático.
Dispositivos disfarçados
Os aparelhos eram engenhosamente camuflados: na parte frontal, exibiam o número do candidato, enquanto na parte traseira, um adesivo ocultava uma microcâmera conectada a uma bateria. Um homem foi detido com o material e teve seu celular apreendido para perícia, embora tenha preferido manter silêncio durante o depoimento.
Sigilo do voto em risco
Vale lembrar que a legislação eleitoral e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbem estritamente o uso de celulares, câmeras ou qualquer dispositivo eletrônico dentro da cabine de votação. A medida é fundamental para garantir que o voto seja livre, consciente e protegido de qualquer tipo de coação ou comprovação externa.
Balanço nacional de irregularidades
O caso se soma a uma série de preocupações das autoridades em todo o país. Até a tarde deste domingo, a PF já havia instaurado seis inquéritos e lavrado 18 termos circunstanciados de ocorrência. O Amazonas está entre os estados que registraram ocorrências de crimes eleitorais, junto a outras unidades da federações como Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. Ao todo, 129 pessoas foram conduzidas e quase R$ 800 mil em bens foram apreendidos em uma ofensiva contra a corrupção e a compra de votos nestas eleições.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

