Violência política em foco
O cenário eleitoral brasileiro tem sido marcado por um aumento preocupante na hostilidade virtual. Dados da plataforma Sentinela, desenvolvida pelo Instituto Plena Cidadania, revelam que foram registrados 13 mil ataques diretos e ofensivos contra candidaturas LGBT+ desde o início da campanha eleitoral.
Padrões de agressão e coordenação
O monitoramento analisou mais de 300 mil interações no Instagram, identificando um padrão claro de violência. O estudo aponta que, além de ataques isolados, existe um forte indício de atuação coordenada: mais de 11 mil contas diferentes participaram das agressões, sendo que um grupo restrito de 224 perfis foi responsável por centenas de mensagens repetitivas, sugerindo o uso de robôs ou grupos organizados.
Mulheres e pessoas negras são as principais vítimas
O levantamento traz um dado alarmante sobre a desigualdade nos ataques: 92,7% das ofensas foram direcionadas a mulheres LGBT+, enquanto 83,6% tiveram como alvo candidaturas de pessoas negras LGBT+. Para os especialistas, essa violência reflete um preconceito estrutural que tenta afastar grupos minoritários da disputa democrática.
A busca por proteção e justiça
Diante do cenário, o Instituto Plena Cidadania tem buscado caminhos jurídicos, incluindo a denúncia de casos graves à Justiça Eleitoral. Além da fiscalização, o projeto oferece apoio psicológico gratuito por meio do programa ‘Cuida Mais’, garantindo que lideranças políticas e suas equipes tenham suporte diante da carga de ameaças recebidas diariamente.
Impacto internacional
A tecnologia desenvolvida pelo Brasil para mapear a violência política já chama a atenção de outros países. A expectativa é que a ferramenta seja implementada na Argentina e no México em 2027, fortalecendo a rede de proteção à democracia contra grupos que se organizam internacionalmente para propagar discurso de ódio.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

