Alerta aos pais amazonenses
Brinquedos que conversam, memorizam preferências e expressam ‘emoções’ já fazem parte da rotina de muitas crianças. No entanto, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu um alerta urgente sobre os riscos ocultos por trás dessa tecnologia. O avanço da inteligência artificial generativa em itens lúdicos exige que pais e responsáveis redobrem a atenção.
O perigo da falsa amizade
O grande diferencial desses produtos — a capacidade de simular afeto e empatia — é também sua maior preocupação. Especialistas apontam que as crianças podem desenvolver percepções equivocadas, tratando a máquina como uma cuidadora ou amiga real. Além disso, muitos desses brinquedos vêm equipados com microfones, câmeras e acesso constante à internet, permitindo uma coleta massiva de dados sem que as famílias tenham clareza sobre como essas informações serão utilizadas.
Como proteger seus filhos?
A SBP reforça que, quando a funcionalidade de IA não traz um benefício claro ou quando o fabricante não é transparente sobre a segurança dos dados, a recomendação é priorizar brinquedos tradicionais. Antes de adquirir um item com tecnologia integrada, avalie questões fundamentais: qual o objetivo da tecnologia na brincadeira? Como os dados da criança são armazenados? O brinquedo tenta substituir a interação humana?
Direitos do consumidor
As empresas têm o dever legal de informar claramente sobre os riscos e as medidas de proteção de dados. Caso você identifique falhas de segurança ou coletas abusivas, é possível exigir a exclusão de dados, utilizar os canais de atendimento do fabricante ou registrar queixas em órgãos como o Procon e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A cautela é a melhor aliada das famílias nesta era digital.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

