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Fogo criminoso: 8 em cada 10 queimadas no Amazonas ocorrem em terras privadas

Amazonas

A crise ambiental que sufoca o Amazonas, incluindo a capital Manaus, tem responsáveis identificados. Dados exclusivos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que 79,1% dos focos de incêndio registrados na primeira quinzena de outubro ocorreram dentro de imóveis rurais privados que possuem Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Fogo criminoso após o pleito

O cenário de destruição apresentou uma mudança preocupante logo após o primeiro turno das eleições. Diferente do padrão histórico, que costuma arrefecer no final de setembro, o número de focos de calor voltou a explodir a partir do dia 4 de outubro. Especialistas e órgãos como o Ibama apontam que a ação humana intencional é a principal causa, aproveitando-se do período de seca extrema para promover a limpeza irregular de pastos.

A estratégia da devastação

Embora o desmatamento tenha registrado queda, o fogo continua avançando sobre áreas já degradadas anteriormente. Segundo as análises, mais da metade dos focos (52,8%) atingiu vegetação desmatada nos últimos três anos. O fenômeno é uma estratégia de manutenção de áreas de pastagem, realizada sem qualquer autorização ambiental, mesmo com a proibição estadual vigente desde setembro.

Fiscalização intensificada

O Ibama tem endurecido o cerco contra os infratores. Somente na última semana, o órgão aplicou R$ 2 milhões em multas e embargou mais de 250 hectares, com flagrantes de combustíveis descartados às margens de estradas. A Polícia Federal e a Polícia Civil do Amazonas somam mais de 120 procedimentos criminais em curso para identificar os responsáveis por este cenário que, para autoridades, reflete um perigoso sentimento de impunidade durante o período eleitoral.


Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

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