O papel dos pais na segurança digital
A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, fez um alerta importante aos pais e responsáveis brasileiros: a tecnologia não deve ser uma ‘babá’ digital. Segundo a especialista, a supervisão parental nas redes sociais e em plataformas digitais não é apenas uma recomendação, mas uma necessidade urgente para garantir o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.
Internet como uma ‘rua perigosa’
Em evento realizado no Tribunal de Contas da União (TCU), Wimmer comparou a navegação desacompanhada na internet ao ato de deixar uma criança circular sozinha em uma rua perigosa. Para a diretora, a responsabilidade familiar é o pilar mais importante na proteção dos jovens. Ela critica a prática de entregar celulares a crianças pequenas sem qualquer tipo de restrição ou acompanhamento, enfatizando que o ambiente digital é repleto de riscos que exigem atenção constante.
O que diz o ECA Digital
O Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025) reforça que as empresas de tecnologia devem disponibilizar mecanismos de supervisão parental de forma gratuita e acessível. A legislação brasileira optou por não proibir o acesso às redes sociais, mas por criar mecanismos de proteção, como a vinculação obrigatória de contas de menores de 16 anos aos perfis dos responsáveis legais.
Combate ao cyberbullying e manipulação
A proteção vai além do controle de tempo de tela. A ANPD atua na fiscalização contra práticas manipulativas e o uso excessivo de plataformas, que podem comprometer a saúde mental dos jovens. O cenário é alarmante: dados apresentados no evento indicam que cerca de 16 milhões de crianças e adolescentes brasileiros já foram vítimas de cyberbullying. A diretora reforçou que as empresas que não adotarem requisitos mínimos de segurança e permitirem condutas danosas estarão sujeitas às sanções previstas em lei.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

