Desespero e destruição no Rio Urubu
A Terra Indígena Paraná do Arauató, em Itacoatiara, vive dias de angústia. Há mais de 40 dias, um incêndio persistente consome o território tradicional do povo Mura. Moradores relatam cenas desoladoras: animais silvestres, como bichos-preguiça e diversas espécies de aves, estão morrendo em decorrência do avanço das chamas.
Saúde ameaçada pela fumaça
A cacica Aldenora Maquinez Lima, que atua como agente de saúde, alerta que a fumaça tóxica tomou conta das aldeias. Idosos e pessoas com comorbidades, como hipertensão, enfrentam quadros severos de tosse seca e alergias. Além do impacto imediato na saúde, a liderança indígena destaca que a destruição da vegetação agrava ainda mais o calor intenso na região, alterando o microclima local.
Combate intensivo e investigação
Para conter o avanço do fogo, uma força-tarefa que envolve aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Defesa Civil do Amazonas atua na área. Embora o Painel do Fogo do Censipam tenha registrado uma queda no número de focos em Itacoatiara, a situação segue preocupante.
Dez suspeitos na mira da lei
A Polícia Civil e o Ministério Público do Amazonas (MPAM) já investigam a origem do desastre. Até o momento, dez pessoas foram identificadas e notificadas por suspeita de provocar queimadas em diferentes regiões de Itacoatiara. Em uma das ocorrências, na Vila de Lindóia, bombeiros encontraram sacas de carvão em uma área de mata, reforçando a suspeita de crime ambiental.
Ação do Ibama
O Ibama intensificou o monitoramento, notificando centenas de propriedades rurais sobre os riscos de propagação do fogo. Com 11 aeronaves mobilizadas no estado, o órgão segue combatendo focos ativos em municípios críticos como Autazes, Careiro da Várzea e Parintins, na tentativa de frear a destruição da biodiversidade amazônica.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

