Alívio na qualidade do ar
Após uma semana sob um manto denso de fumaça, os manauaras puderam respirar um pouco mais aliviados nesta quarta-feira (15). A melhora na dispersão dos poluentes permitiu que a capital amazonense deixasse o topo do ranking de cidades com a pior qualidade do ar no Brasil, posição que ocupou por sete dias consecutivos devido às queimadas.
Dados mostram mudança no cenário
Plataformas de monitoramento global, como o IQAir, indicam que a qualidade do ar em Manaus passou para o patamar “moderado”. Com um índice de 85, a cidade foi superada por Porto Velho (RO), que agora lidera a lista negativa. O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da UEA, reforçou a tendência de melhora, embora algumas áreas, como o bairro Morro da Liberdade, ainda registrem níveis de atenção.
Impactos na rotina
A densa cortina de fumaça, que forçou a Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) a suspender temporariamente as atividades esportivas ao ar livre na Vila Olímpica, ainda serve de alerta. Programas como o ‘Vila Aberta para Todos’ e aulas de natação e corrida tiveram seu cronograma alterado para proteger a saúde da população.
De onde vem a fumaça?
Especialistas explicam que a névoa que encobre a capital é um efeito do transporte de partículas por ventos que sopram das direções leste e nordeste. Mesmo com a redução de focos na região metropolitana, a fumaça produzida em municípios do interior — onde o Amazonas já contabiliza um aumento de 271% nos focos de incêndio em relação a 2025 — e em estados vizinhos continua sendo trazida para Manaus.
Combate rigoroso
O cenário, classificado como crítico pelo Ministério do Meio Ambiente, aponta para a existência de queimadas criminosas em áreas de floresta preservada. O Governo Federal intensificou as ações de combate com o envio de 11 aeronaves e reforçou as investigações para punir os responsáveis pelo uso de combustível para propagar o fogo na mata.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

