Se você ainda não conferiu se possui algum valor esquecido em bancos, pode ser a hora de fazer uma busca. Dados atualizados pelo Banco Central (BC) revelam que o montante de dinheiro parado em instituições financeiras subiu para R$ 5,8 bilhões em agosto de 2026. O valor representa uma alta de 2,6% em relação ao mês anterior, desafiando a redução causada por transferências anteriores para programas governamentais.
Quem tem direito ao resgate?
O total disponível contempla milhões de brasileiros e empresas. Ao todo, R$ 4,31 bilhões pertencem a cerca de 23,94 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,48 bilhão está destinado a 2,36 milhões de empresas. A maior parte dos valores é composta por quantias pequenas: quase 70% dos beneficiários têm direito a receber até R$ 10,00.
Origem do dinheiro esquecido
Esses recursos são, na verdade, saldos que acabaram sendo deixados para trás por clientes de bancos e outras instituições. Entre as principais origens estão contas correntes ou poupanças encerradas com saldo residual, tarifas cobradas indevidamente, cotas de consórcios encerrados e sobras líquidas de cooperativas de crédito.
Passo a passo para consultar e sacar
A única forma oficial e segura de consultar esses valores é por meio do Sistema Valores a Receber (SVR), no portal do Banco Central. O processo é simples: acesse o site oficial, informe o seu CPF e data de nascimento (ou os dados da empresa) para verificar se existe algum valor disponível. Caso haja saldo, você precisará de uma conta Gov.br nível prata ou ouro para solicitar a transferência.
Cuidado com golpes
O Banco Central faz um alerta importante: todo o processo é gratuito. Não caia em promessas de intermediários que cobram taxas para realizar a consulta ou o resgate. Nunca compartilhe suas senhas, não clique em links suspeitos enviados via SMS ou redes sociais e utilize apenas o site oficial do BC para qualquer transação. Lembre-se: o Banco Central não entra em contato para solicitar dados pessoais.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

