O combate às queimadas no Amazonas ganhou um novo capítulo de tensão. O comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, afirmou publicamente que o Governo Federal teria negado um pedido de apoio para o enfrentamento aos incêndios florestais no estado. A declaração gerou um embate imediato com o Ministério do Meio Ambiente, que rebateu a acusação e detalhou as ações já em curso.
Entenda o impasse
Durante entrevista, o coronel Muniz explicou que a solicitação de novas aeronaves visava atender áreas de responsabilidade federal, onde o estado estaria com dificuldade de atuação isolada. Segundo ele, a resposta negativa recebida pelo comando estadual motivou um novo apelo por uma união de esforços mais eficaz entre as esferas governamentais.
Governo Federal contesta
Em resposta, o secretário extraordinário do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, negou que tenha faltado suporte. De acordo com o governo federal, o auxílio foi oferecido e já está sendo executado. Dados oficiais apontam que 211 incêndios já foram extintos no Amazonas com o suporte de equipes do Ibama e do ICMBio, que mantêm mais de 250 brigadistas em operação constante no território amazonense.
Recursos em operação
Além do efetivo em campo, o Governo Federal destacou a mobilização do programa RESPADE e o envio de aeronaves especializadas do Projeto Pegasus para reforçar o combate aos focos de calor. O Ibama reforçou que, em setembro, o pedido da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-AM) foi prontamente atendido e que, desde então, não houve novas solicitações formais registradas pelo Ciman Federal. O órgão federal também destacou o repasse de R$ 45 milhões do Fundo Amazônia destinados à compra de equipamentos e viaturas para os Bombeiros do Amazonas.
Edição: Amazon Online.
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