Recorde de ocupação
O Congresso Nacional terá, na próxima legislatura, a maior bancada feminina de sua história. Na Câmara dos Deputados, o número de eleitas saltou de 90 para 109, registrando um crescimento expressivo de 21%. O resultado é ainda mais notável ao considerar que houve uma queda de 24% no total de candidaturas femininas em comparação ao pleito de 2022.
Reforço no Senado
A força feminina também se consolidou no Senado Federal. Com a eleição de doze novas senadoras entre as 54 vagas em disputa, o Brasil atinge o maior número de mulheres na Casa desde a redemocratização. Com a posse dos novos mandatos em fevereiro, a bancada feminina passará de 15 para 18 parlamentares, consolidando um avanço importante na representatividade.
O desafio da equidade
Apesar do crescimento, as mulheres ainda compõem uma minoria no Parlamento. Na Câmara, elas representarão 21% do total, enquanto no Senado o índice chega a 22,2%. Especialistas alertam que a presença numérica não garante, por si só, uma pauta unificada: a diversidade ideológica entre as eleitas significa que perspectivas distintas, inclusive conservadoras e contrárias à igualdade de gênero, seguirão em debate nas duas Casas.
Avanço para mulheres negras
Outro ponto de destaque é o aumento na representatividade de mulheres negras na Câmara dos Deputados, que registrou um salto de 66,6% em relação ao pleito anterior, impulsionado por lideranças jovens. Por outro lado, o Senado ainda enfrenta um desafio crítico: nenhuma mulher negra foi eleita nesta última disputa, deixando um vácuo de representatividade racial na Casa que, historicamente, elegeu apenas quatro mulheres negras em toda a sua trajetória.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

