desmatamento ilegal em borba rende maior multa ambiental do amazonas em 2025 foto henrique almeida ipaam

Desmatamento cai 27% no Amazonas, mas áreas indígenas seguem na mira de invasores

Amazonas

O Amazonas apresentou um alento na preservação ambiental com a redução de 27% no desmatamento entre janeiro e agosto de 2026. Segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), foram derrubados 394 km² de floresta no período, contra 538 km² registrados nos mesmos meses do ano anterior.

Ainda entre os maiores vilões

Apesar da queda, o estado mantém um sinal de alerta ligado. O Amazonas ocupa atualmente a terceira posição no ranking de desmatamento da Amazônia Legal, ficando atrás apenas do Pará e de Mato Grosso. Juntos, esses três estados são responsáveis por 83% de toda a devastação florestal na região.

Pressão sobre terras indígenas e reservas

O dado mais preocupante recai sobre a proteção de territórios sensíveis. Áreas indígenas e unidades de conservação continuam sob forte pressão. Entre os locais com alertas de desmatamento acima de 1 km², destacam-se a Terra Indígena Andirá-Marau (AM/PA) e a Terra Indígena Yanomami (AM/RR), além de importantes reservas como a RDS Amanã e a Flona de Tefé, que registraram danos significativos à mata nativa.

Cenário na Amazônia Legal

Na visão geral da Amazônia Legal, o desmatamento total somou 2.053 km² no período. Embora seja a segunda menor taxa desde 2018, o número representa um leve aumento de 2% em relação a 2025. Por outro lado, houve um avanço expressivo na redução da degradação florestal — que inclui queimadas e extração predatória de madeira — com uma queda de 72%.

Para pesquisadores, o caminho para o desmatamento zero até 2030 exige um endurecimento imediato na fiscalização. Sem um controle rigoroso, especialmente dentro das áreas protegidas, o equilíbrio da floresta amazonense permanece sob risco constante.


Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

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