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Pesquisa no Amapá cria mandioca ‘blindada’ contra a praga vassoura-de-bruxa

Amazonas

Esperança para o campo

Uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) traz um alento para os produtores rurais que enfrentam a devastadora praga vassoura-de-bruxa. O objetivo é desenvolver uma planta de mandioca capaz de conviver com o fungo sem adoecer, mantendo a produtividade mesmo em áreas sob risco.

Resultados promissores em campo

Os testes, realizados em uma propriedade no município de Itaubal, mostram que é possível obter colheitas saudáveis mesmo a poucos metros de lavouras contaminadas. Segundo os produtores, a planta demonstra uma notável capacidade de ‘reset’ fisiológico, realizando uma rebrota vigorosa que aparenta tolerância à infecção.

Técnica de indução de resistência

O Dr. Marcelo Carim, responsável pelo estudo, explica que o segredo está na indução de resistência. Assim como feito anteriormente com a cultura da banana, a equipe aposta na correção do solo e no uso de compostos biológicos para garantir que a planta esteja bem nutrida e protegida. ‘Criamos condições para que a mandioca, bem alimentada, possa combater a doença por conta própria’, destaca.

Foco na variedade Jurará

Os estudos priorizam a mandioca da variedade Jurará, a mais querida pelos agricultores locais por sua alta produtividade e facilidade no processamento industrial. Embora a pesquisa avance no controle sanitário, os agricultores ainda enfrentam desafios paralelos, como a dificuldade de comercialização e o escoamento da produção em grande escala.

Avanço da praga

A vassoura-de-bruxa é um desafio grave para a região, já tendo sido detectada em 15 dos 16 municípios amapaenses. A nova fase do estudo do Iepa, que inclui a aplicação de pacotes biológicos, promete ser um divisor de águas para garantir a segurança alimentar e a renda das famílias que dependem do cultivo de mandioca no Norte do país.


Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

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