Mudança de regime gera indignação
O caso que chocou o Amazonas em 2020 teve um novo desdobramento nesta semana. Rafael Fernandez Rodrigues, condenado pelo assassinato de Kimberly Mota, ex-Miss Manicoré, obteve o direito à progressão para o regime semiaberto. A decisão, confirmada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), prevê o monitoramento do réu por meio de tornozeleira eletrônica.
Revolta da família
A notícia foi recebida com profunda dor e indignação pelos familiares da vítima. Isabela Karen, irmã de Kimberly, utilizou as redes sociais para desabafar sobre a decisão judicial. Em um relato emocionado, ela destacou que, enquanto o assassino retoma parte de sua liberdade, a família enfrenta uma ausência eterna. “Quem se foi nunca mais vai poder voltar, nunca mais vai ter o direito de continuar vivendo”, lamentou.
Relembre o caso
Kimberly Mota, que cursava odontologia, foi brutalmente assassinada em maio de 2020, dentro do apartamento de Rafael, no Centro de Manaus. Após o crime, Rafael iniciou uma tentativa de fuga cinematográfica em direção à Venezuela, sendo capturado apenas dois dias depois, em Roraima, após um acidente automobilístico na BR-174.
Condenação e redução de pena
Inicialmente, o réu havia sido sentenciado a 14 anos de prisão em regime fechado. No entanto, após um recurso da defesa que apontou erro na dosimetria da pena, a sentença foi reduzida para 13 anos e quatro meses. Desde então, o processo tem sido marcado por pedidos da defesa e pela busca por justiça por parte dos familiares da jovem, que também enfrentaram recentemente o falecimento da mãe de Kimberly.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

