Uso eleitoral de benefícios em xeque
O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) um pedido de cassação dos registros de candidatura do governador Roberto Cidade (União Brasil) e de seu vice, Serafim Corrêa (PSB). A ação aponta o uso promocional do programa estadual ‘Governo Presente’ como estratégia para angariar votos durante o período eleitoral.
Afronta à impessoalidade
Segundo o parecer do procurador regional eleitoral, Valdir Monteiro Oliveira Júnior, há provas robustas de que a conduta do governador fere o princípio constitucional da impessoalidade. O MPE sustenta que houve a vinculação direta da imagem de Roberto Cidade à entrega de benefícios, como óculos, capacetes e auxílios financeiros, com ampla divulgação em redes sociais pessoais, o que configuraria conduta vedada pela Lei das Eleições.
Primeira-dama também na mira
O órgão ministerial também solicitou a aplicação de multa no valor máximo previsto em lei para a primeira-dama, Thaísa Coelho Cidade. Na condição de presidente de honra do Fundo de Promoção Social (FPS), ela é acusada de participar ativamente da entrega de bens em eventos que, segundo o MPE, tinham claro viés eleitoreiro. Já em relação a Serafim Corrêa, o pedido de cassação é consequência direta da unicidade da chapa, embora o Ministério Público tenha reconhecido a ausência de provas sobre sua participação direta nas ações.
Outras investigações em curso
A situação de Roberto Cidade é agravada por uma frente de investigação da Polícia Federal, que apura o possível uso da estrutura do Governo do Amazonas para fins eleitorais. Entre os episódios sob análise, destaca-se uma operação na Aadesam, onde foram detectados indícios de manipulação de evidências e destruição de dados. Até o momento, tanto o Governo do Amazonas quanto o candidato Roberto Cidade não se manifestaram sobre as acusações.
Edição: Amazon Online.
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