Do coração da floresta para a vitrine mundial
O artesanato produzido por povos indígenas da Amazônia conquistou um espaço de destaque no cenário global. Em setembro, peças exclusivas chegaram a Paris, na França, durante uma das maiores feiras de design e decoração do mundo, a Maison&Objet. A iniciativa integrou a segunda edição da Jornada Exportadora do Artesanato, organizada pela ApexBrasil.
Negócios com impacto social
Entre as 20 empresas brasileiras selecionadas para o evento, a Tucum Brasil, plataforma que integra o portfólio da AMAZ Aceleradora, representou a força da arte indígena. A participação permitiu conexões estratégicas com mais de 15 compradores internacionais de países como Grécia, Islândia, Reino Unido e Bélgica, abrindo portas para a exportação de biojoias, objetos de decoração e peças artísticas produzidas por mais de 100 povos tradicionais.
Logística e valorização cultural
Levar a arte das comunidades remotas da Amazônia para o mercado europeu exige superar desafios complexos, que vão da logística em áreas de difícil acesso até o respeito ao tempo de produção de cada artesão. Segundo a gestora da Tucum, Amanda Santana, o modelo de negócio prioriza a sustentabilidade e a preservação do modo de vida das comunidades. “A exportação é uma oportunidade de gerar renda e garantir que a floresta permaneça em pé”, afirma.
Impacto real na Amazônia
Com uma rede que alcança 56 Terras Indígenas em oito estados, a Tucum tem injetado recursos significativos diretamente nas mãos de artesãos e artesãs. Em 2024, a iniciativa movimentou mais de meio milhão de reais, beneficiando povos como os Baniwa, Baré, Ticuna e Yanomami. A experiência em Paris marca um passo importante para consolidar o design amazônico como um produto de valor inestimável no mercado internacional.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

