Um dos cartões-postais mais amados de Presidente Figueiredo, a Cachoeira Natal, sofreu uma transformação drástica e preocupante no último domingo (13). O que antes eram águas cristalinas, típicas da região, deram lugar a um cenário barrento e desolador após o despejo irregular de sedimentos no Rio Urubu.
Entenda o motivo da degradação
A mudança na coloração da água foi provocada por uma obra de aterro e terraplanagem realizada sem qualquer licença ambiental. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) constatou que, durante a intervenção, não houve qualquer medida de contenção, permitindo que toneladas de terra fossem carregadas pelas águas rio abaixo, atingindo diretamente a área da cachoeira.
Multa pesada e embargo
A fiscalização do Ipaam, realizada na segunda-feira (14), identificou os responsáveis pela degradação. A empresa envolvida — que, segundo informações preliminares, tentava construir uma praia artificial — foi autuada em R$ 3.015.500. As penalidades incluem multas por realizar obra sem licença, lançamento ilegal de resíduos em curso d’água e intervenção indevida em Área de Preservação Permanente (APP).
Situação atual
Embora a coloração da água já tenha voltado aos padrões de normalidade devido à estiagem, o órgão ambiental manteve o embargo da obra. A empresa agora é obrigada a apresentar um Plano de Recuperação de Área Degradada (Prad) para garantir que novos episódios não ocorram, especialmente com a chegada do período de chuvas, que poderia agravar o transporte de sedimentos para o leito do rio.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

