Expansão da conservação
O Amazonas acaba de ganhar um importante reforço na preservação de sua biodiversidade. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, por meio de decreto, a criação de quatro novas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS). A medida é um passo estratégico para proteger não apenas o meio ambiente, mas também os modos de vida das populações agroextrativistas que dependem da floresta.
Mais de 600 mil hectares protegidos
As novas unidades contemplam diversas regiões do estado. As reservas criadas são a Tupana Igapó-Açu I (Borba), Tupana Igapó-Açu II (Beruri e Tapauá), Canaã (Careiro e Autazes) e Mirari (Humaitá). Juntas, elas somam uma área de aproximadamente 669 mil hectares, garantindo que o uso dos recursos naturais ocorra de forma planejada e sustentável pelos moradores locais.
Floresta em pé como motor econômico
Durante a cerimônia, realizada em alusão ao Dia da Amazônia, o presidente destacou que a preservação ambiental deve caminhar lado a lado com o desenvolvimento. Para ele, o turismo em áreas preservadas é uma prova clara de que a floresta em pé pode ser muito mais rentável do que a degradação, servindo como uma alternativa econômica viável e duradoura para o estado.
Concessões e apoio às comunidades
Além das novas reservas, o evento marcou o avanço do manejo florestal no Amazonas, com a assinatura de contratos de concessão na Floresta Nacional de Humaitá, que terão duração de 40 anos. O investimento em sustentabilidade também alcançou comunidades tradicionais: o projeto ‘Naturezas Quilombolas’ recebeu um aporte de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia. O recurso será aplicado na gestão territorial e ambiental de mais de 16 territórios quilombolas na Amazônia Legal.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

