Ademar Cardoso, irmão da saudosa ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, conquistou o direito à progressão de regime. A decisão, proferida pela juíza Sabrina Cumba Ferreira nesta sexta-feira (23), permite que ele deixe o regime fechado para cumprir o restante de sua pena em regime semiaberto, utilizando tornozeleira eletrônica.
Requisitos e bom comportamento
Condenado a 10 anos e 11 meses por tráfico e associação para o tráfico, Ademar estava detido desde maio de 2024. A antecipação do benefício, que originalmente ocorreria em 2027, foi possível graças à remição de 364 dias de pena, conquistados através de atividades laborais e de estudo, incluindo a aprovação no Enem 2025. O laudo criminológico atestou a aptidão do sentenciado para o retorno gradual ao convívio social.
Regras rígidas para a liberdade
A saída de Ademar está prevista para este sábado (24), com familiares e amigos planejando uma recepção no salão Belle Femme, no bairro Parque Dez. No entanto, a liberdade vem acompanhada de restrições severas. Ele deverá respeitar o recolhimento noturno (das 22h às 6h) e integral nos fins de semana e feriados, além de estar proibido de ingerir álcool, usar drogas ou ausentar-se de Manaus sem autorização judicial.
Cenário jurídico do caso
A progressão de Ademar ocorre menos de um mês após sua mãe, Cleusimar Cardoso, também ter sido beneficiada com o semiaberto. Ambos fazem parte do grupo condenado no âmbito da Operação Mandrágora, que investigou o uso indevido de cetamina em rituais de uma seita familiar. O caso, que chocou o Amazonas pela morte de Djidja Cardoso em maio de 2024, segue sob acompanhamento rigoroso do Poder Judiciário.
Edição: Amazon Online.
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