O desafio de abastecer uma metrópole
No aniversário de 357 anos de Manaus, o Rio Negro reafirma seu papel vital para mais de 2,2 milhões de manauaras. No entanto, garantir que a água chegue às torneiras tornou-se uma missão complexa, desafiada por mudanças climáticas severas. O trabalho por trás desse sistema é movido por histórias de dedicação, como a de Simoney Santos, supervisor de manutenção que transformou a crise em inovação.
Inovação contra a seca
Durante a estiagem recorde de 2024, quando o rio atingiu a marca crítica de 12,11 metros, a necessidade de sobrevivência do sistema exigiu soluções inéditas. Simoney liderou o complexo rebaixamento de bombas de captação, utilizando tecnologia adaptada de projetos de contenção de enchentes no Sul do país. A estratégia foi tão bem-sucedida que se tornou referência nacional, garantindo que mesmo com o rio baixo, a população não sofresse desabastecimento.
Memória e futuro do saneamento
A história da água em Manaus é contada por gerações. Enquanto o engenheiro Djalma Sobrinho relembra a evolução da Estação de Tratamento da Ponta do Ismael — que saltou de uma vazão inicial de 1,8 para até 6 metros cúbicos por segundo —, profissionais como Anderson Oliveira preservam o legado das antigas estruturas inglesas do século passado. Esse contraste entre o passado histórico e a tecnologia moderna é a base da universalização do abastecimento.
Universalização como meta
Desde 2018, Manaus vive um novo capítulo no saneamento. Com a universalização da água tratada já alcançada, o foco agora se volta para o esgotamento sanitário. Com 42% da população já atendida, a meta é clara: garantir infraestrutura completa para toda a cidade, unindo a expertise de décadas de trabalho ao olhar inovador necessário para enfrentar os novos tempos do clima amazônico.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

