A força e a resiliência das mulheres brasileiras ganharam destaque internacional nesta semana. Luena Pataxó, indígena e liderança pesqueira, e a pernambucana Joana Rodrigues Mousinho, foram oficialmente reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como ‘Heroínas da FAO’, em uma cerimônia realizada em Roma, na Itália.
Um reconhecimento à luta nas águas
Luena Maria Ferreira dos Santos, a Luena Pataxó, carrega no sangue a história de seu povo e uma vida dedicada ao mar. Desde a infância, ajudando os pais na lida com pescados, até a liderança atual, ela tornou-se um símbolo de resistência indígena. Em Roma, ela reforçou a importância do seu papel: ‘Não é possível falar de alimentos, de produção, sem falar das águas, da pesca artesanal. Somos parte da alimentação saudável na mesa do brasileiro’, destacou a pescadora.
Pioneirismo que inspira gerações
Ao lado de Luena, a pernambucana Joana Rodrigues Mousinho também foi premiada por uma trajetória de mais de seis décadas na pesca artesanal. Joana não é apenas uma trabalhadora do Canal de Santa Cruz, em Itapissuma, mas uma desbravadora: foi a primeira mulher a presidir uma colônia de pescadores no país e uma das primeiras a obter o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP).
Impacto global
A iniciativa da FAO selecionou 100 mulheres ao redor do globo cujas trajetórias são pilares para a segurança alimentar, a preservação ambiental e a inclusão social em comunidades rurais. Para o Brasil, o reconhecimento de Luena e Joana reforça o papel fundamental das mulheres na manutenção da nossa cultura pesqueira e na proteção dos recursos naturais, temas que ressoam fortemente em nossa realidade amazônica.
Fonte: Agência Brasil. Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução / Agência Brasil.

