A disputa judicial envolvendo o influenciador Agenor Tupinambá e a capivara Filó ganhou um novo capítulo. A Justiça Federal do Amazonas determinou que o animal seja devolvido ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), negando o pedido de guarda definitiva feito pelo fazendeiro.
Luta nos tribunais
Em publicação nas redes sociais, Agenor declarou que não pretende desistir da causa e que sua equipe jurídica já trabalha para recorrer da sentença. O influenciador questionou a capacidade do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), em Manaus, em acomodar o animal adequadamente e defendeu que a presença de Filó em sua propriedade, no município de Autazes, auxilia na preservação ambiental da região.
O entendimento da Justiça
Na decisão, a juíza Mara Elisa Andrade ressaltou que o forte vínculo afetivo entre o influenciador e o animal não é critério legal suficiente para autorizar a guarda particular de uma espécie silvestre. Segundo o tribunal, a legislação prioriza o retorno do animal ao seu habitat natural. O Ibama argumentou que a convivência prolongada em ambiente doméstico compromete comportamentos naturais da capivara, sendo necessária a reabilitação técnica para a reintegração à vida selvagem.
Relembre o caso
O imbróglio teve início em 2023, após uma fiscalização identificar a criação irregular de animais silvestres na propriedade de Agenor. Desde então, o caso mobilizou a opinião pública e gerou intensos debates nas redes sociais. Com a nova determinação, Filó deve ser entregue ao órgão ambiental em até 30 dias para iniciar o processo de readaptação.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

