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Amazonas mantém quase 95% da floresta intacta, mas sofre com pressão de desmatamento nas divisas

Amazonas

O Amazonas segue como um dos principais bastiões de preservação da Amazônia. Dados do novo estudo do MapBiomas revelam que o estado mantém 94,6% de seu território coberto por vegetação nativa, ocupando a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas do Amapá. Apesar do número robusto, o relatório acende um alerta sobre as ameaças que avançam pelas fronteiras estaduais.

Ameaças na região da AMACRO

Um dos pontos de maior preocupação é a chamada zona AMACRO, que compreende a tríplice divisa entre Amazonas, Acre e Rondônia. Embora represente apenas 11% do bioma, essa região foi responsável por 13% de toda a perda de floresta na Amazônia nas últimas quatro décadas. O avanço da agropecuária é o principal vetor: a área de pastagens na região cresceu cerca de 15 vezes desde 1985, consumindo milhões de hectares de mata.

O papel das rodovias

O estudo também aponta a infraestrutura viária como um fator determinante para a ocupação do solo. Segundo o pesquisador Bruno Ferreira, a abertura de novas estradas e ramais funciona como uma via de acesso que facilita não apenas o fluxo, mas também a exploração de madeira e a ocupação irregular de áreas protegidas.

A situação da BR-319

Diferente de estradas em estados vizinhos, onde a vegetação foi drasticamente reduzida nas margens, a BR-319 ainda mantém um cenário de resistência. Em um raio de 20 quilômetros ao longo da rodovia, 86% da área permanece preservada. Para efeito de comparação, rodovias federais como a BR-364 e a BR-163 possuem, respectivamente, apenas 43,5% e 39% de cobertura florestal em áreas equivalentes, evidenciando que o controle sobre o entorno dessas vias é o maior desafio para a conservação a longo prazo.


Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

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