A rotina dos manauaras tem sido marcada por um ar denso e um céu acinzentado nas últimas semanas. O fenômeno, causado por queimadas florestais, transformou a paisagem da capital, mas engana-se quem pensa que o fogo está apenas no entorno da cidade. Entenda como o vento transporta poluentes por centenas de quilômetros, castigando quem vive longe dos focos de incêndio.
O caminho invisível da poluição
Especialistas explicam que a fumaça é composta por partículas minúsculas e extremamente leves. Elas agem como “folhas em um rio invisível”, sendo carregadas pelos ventos predominantes da região, que sopram de leste e nordeste. Como a estiagem impede a formação de chuvas capazes de limpar a atmosfera, esses poluentes ficam estagnados sobre Manaus por dias, acumulando-se com a fumaça produzida localmente.
Origens diversas e crise climática
O monitoramento meteorológico aponta que Manaus recebe uma mistura de fumaça vinda de várias direções: sul do Amazonas, Rondônia, norte do Mato Grosso e até do Pará. Por isso, a quantidade de focos ao redor da capital, sozinha, não explica o nível crítico de poluição. É a combinação da trajetória dos ventos, da falta de umidade e da estabilidade atmosférica que dita a qualidade do ar que o amazonense respira.
Ação emergencial no Amazonas
Com mais da metade do estado em situação de emergência, o Governo Federal intensificou o suporte. Brigadistas, aeronaves da FAB, como o cargueiro KC-390, e especialistas de outros estados, como São Paulo, reforçam o combate ao fogo. Enquanto as operações avançam em áreas críticas, como Autazes, o governo reforça alertas à população para cuidados básicos com a saúde, como o uso de máscaras e a hidratação constante, minimizando os impactos da crise ambiental que atinge em cheio o Amazonas.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

