Cenário alarmante na floresta
Após realizar um sobrevoo pelas áreas atingidas por incêndios florestais no Amazonas, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, classificou a situação como mais crítica do que as previsões iniciais apontavam. A declaração ocorreu neste domingo (11), na Base Aérea de Manaus, após a comitiva federal enfrentar atrasos na decolagem devido à densa fumaça que encobre a capital.
Fogo criminoso em áreas preservadas
O que mais preocupou as autoridades foi a detecção de inúmeros focos de incêndio no coração da floresta preservada, e não apenas em áreas de pastagem. Segundo Capobianco, a presença dessas chamas isoladas em locais de difícil acesso sugere uma ação humana intencional para degradar o bioma e preparar o terreno para desmatamentos futuros. O ministro cobrou rigor das forças de segurança estaduais na identificação e punição dos responsáveis.
Reforço contra o avanço das chamas
Para conter o avanço do fogo, o Governo Federal mobilizou uma frota de 11 aeronaves, incluindo aviões modelo Air Tractor e o potente C-390, que inicia suas operações nesta segunda-feira (12). O ministro garantiu que o efetivo e os equipamentos permanecerão no Amazonas até que todos os focos que impactam a qualidade do ar de Manaus sejam extintos.
Impacto na saúde e emergência
A situação é crítica: sensores da UEA registraram qualidade do ar ‘péssima’ em Manaus e outros cinco municípios, com concentração de poluentes que coloca a saúde da população em risco. Até o momento, a Secretaria de Estado de Saúde já computou dezenas de atendimentos de urgência relacionados a problemas respiratórios. Diante do caos, o Governo Federal oficializou o reconhecimento de situação de emergência em 36 municípios amazonenses, liberando recursos e permitindo o envio da Força Nacional do SUS para assistência humanitária e médica aos afetados.
Edição: Amazon Online.
Foto da capa: Reprodução.

