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Amazonas conta com 18 miniusinas já em operação, com capacidade para gerar 7,6 mil metros cúbicos de oxigênio medicinal, informa Governo do Estado

O Amazonas passou a contar, nesta terça-feira (02/02), com mais duas miniusinas, que passaram a operar no Hospital Nilton Lins – Referência Covid-19 – e no Instituto da Criança do Amazonas (Icam), unidades vinculadas à Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), localizadas nas zonas centro-sul e sul, respectivamente. Com essas, são 18 equipamentos do tipo já em funcionamento no Estado, gerando, de forma independente, 7.656 metros cúbicos de oxigênio medicinal.

 

 

 

O governador Wilson Lima destacou que as miniusinas são um reforço na oferta de oxigênio. “As usinas estão sendo montadas em tempo recorde de até cinco dias após a entrega, o que permitirá, por exemplo, a abertura de novos leitos pela Secretaria de Estado da Saúde, ampliando a oferta de tratamento especializado contra a Covid-19 na rede”, disse.

 

 

 

De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), Carlos Henrique Lima, outras 46 miniusinas devem ser instaladas na capital e no interior, totalizando, até agora, 64 equipamentos. Desses, 30 estão em fase final de aquisição pelo Governo do Amazonas. As demais foram doadas pelo Ministério da Saúde (MS), Hospital Sírio Libanês, Fundação Itaú, SOS Amazonas e União BR. Uma parte também foi adquirida pelas prefeituras municipais, empresa White Martins, Hospital do Amor da Amazônia e UNFPA, além de aquisições particulares.

 

 

 

Pelo menos 23 municípios do Amazonas, além da capital, receberão as estruturas, ação que dará início ao processo de autossuficiência do interior, que hoje é abastecido, em grande parte, por cilindros. As localidades mais populosas, como Manacapuru e Itacoatiara, tiveram os tanques de oxigênio (O2) substituídos por estruturas de maior capacidade.

 

 

 

Nesta semana, Tabatinga, a 1.108 quilômetros de Manaus, localizada na tríplice fronteira Brasil/Colômbia/Peru, terá uma miniusina em funcionamento, ampliando a oferta de oxigenioterapia na localidade. O equipamento será instalado no complexo que agrega uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e uma maternidade; e terá a capacidade de gerar, diariamente, 624 metros cúbicos de O2, o suficiente para manter cerca de 30 leitos clínicos.

 

 

 

Além disso, nesta terça-feira (02/02), chega a Manaus uma miniusina da fornecedora de gases medicinais White Martins, que substituirá o aparelho existente no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), vinculado à Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Com ela, será iniciado o processo de abertura de mais 70 leitos clínicos na unidade hospitalar, ampliando a oferta de tratamento especializado a pacientes acometidos pela Covid-19.

 

 

 

A estratégia de implantação de miniusinas, no Amazonas, foi traçada após o aumento no número de hospitalizações de pacientes com Covid-19, em janeiro, o que gerou uma escassez de O2 no estado.

 

 

 

Novos leitos – Cabe ressaltar que, desde o início da pandemia, em março de 2020, o Governo do Amazonas tem trabalhado exaustivamente para a ampliação de leitos exclusivos para pacientes com Covid-19. Isso inclui equipamentos e recursos humanos, que vêm sendo supridos com apoio do Governo Federal. Desde que colocou em prática o Plano de Contingência para o Recrudescimento da Covid-19, entre o fim de outubro e início de novembro, foi possível ampliar em 155% o número de leitos exclusivos para pacientes com o novo coronavírus.

 

 

 

Os mais recentes são os 30 leitos do Hospital Nilton Lins e os 57 da Enfermaria de Campanha, instalada no Hospital Delphina Aziz, que entraram em operação nesta última semana de janeiro. O Estado possui estrutura montada para abrir novos leitos, mas depende da solução definitiva para o oxigênio e também de recursos humanos, que apresentam escassez em todo o País.

 

 

 

UTI interior – De acordo com a SES-AM, todos os esforços estão sendo feitos no enfrentamento da pandemia de Covid-19 e que, é justo reforçar, a falta de UTI no interior do Amazonas é uma deficiência histórica do sistema de saúde local. O que não foi feito por vários governantes, ao longo de todos esses anos, torna-se ainda mais difícil resolver em meio à crise, na qual o atual governo recebeu a saúde e diante do atual cenário de pandemia. Não há profissionais intensivistas no Estado para levar para o interior; e os hospitais locais não possuem estrutura adequada para prestar esse nível de complexidade.

 

 

 

Apoio – A estratégia tem sido apoiar o município para o atendimento precoce e dar o máximo de suporte para pacientes, que entram nos hospitais, para que esses não agravem; e transferir os mais estáveis, para que as unidades de grande porte possam absorver os que precisam de atendimento de maior complexidade, como os que precisam de UTI.

 

 

 

 

 

FOTOS: Arthur Castro/Secom

 

 

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